Agora que postei mais de 100 poemas aqui no blog, sei que tenho alguns visitantes pelo mundo fora, nomeadamente pelo Brasil e Suiça, resolvi pedir a todos que colaborem enviem-me os vossos poemas para eu editar. Divulguem os vossos blog, obras, enfim aquilo que acharem que devem divulgar.
Quero tornar este blog um troca de obras, de sentimentos na lingua de camões
Um especial agradecimento a todos os que escrevem e gostam de poesia.
Um bom ano a todos cheio de amor e esperança para todos!!!
Já lá vão mais de 100 postagens...
Neste inicio de ano já passei mais de 100 postagens, o blog teve mais de 7000 visitantes. Motivos para celebrar!
sábado, 22 de janeiro de 2011
domingo, 28 de novembro de 2010
Utopia
Utopia
A utopia da felicidade
É como uma miragem
Perde-se toda a intesidade
Numa ilusória imagem
De longe um belo lago parece
De perto tudo se desvanece
Escapa-se entre as mãos
O lago fica em finos grãos
Tão facíl caír neste engodo
Quando poes num só o todo
Quano te entregas
Ás claras cegas
Tão facíl de acreditar
Tão dificil de encontrar
Na instancia da felicidade
Tudo parece uma contrariedade
Pedro Gomes
A jogada
A jogada
O fogo que queimou
Neste jogo que terminou
Nesse dia inacabado
No banco ali sentado
Entrei nesta volta
Numa palavra solta
Acabei num beco sem saida
Com uma alma perdida
Lancei os dados
Em lances viciados
Perdi todas as apostas
Em remotas respostas
Na última jogada
Tudo acabei
Uma mão cheia de nada
Fiquei onde comecei
Numa completa solidão
De despedaçado coração
Na ansia de encontar
O sentimente de amar
Dualidade
Dualidade
Sei que te estou a enganar
Com este meu olhar
Não tenho outra opção
Sem ser enganar teu coração
Pois a verdade é uma ilusão
Difícil de explicar com a paixão
Na profunda contrariedade
Da mais bela realidade
Tudo é vão meramente vão
Tudo se vai ao vento
Num pesado desalento
Que destroi a razão
A mentira é a realidade
Uma doce insanidade
Em que muitas acreditam
Para ver se sãos ficam
Mas esta dura loucura
Que há muito que perdura
Vive oculta na mentira
Essa que nada nos tira
E todos a tentam meter
Sem saberem quem faz sofrer
Iludrubiliar, enganar
Meio mundo anda aí a matar
O outro meio desfalece
Quando a verdade aparece
Ficamos no fundo do poço
Como um cão a roer o osso
Um entretém numa ilusão
Que agrada bem a razão
Pedro Gomes
Esta inquietude
Esta inquietude...
Ás vezes sinto-me a enlouquecer
Neste mundo a morrer
Oh que solidão!
Que destrói o coração...
Quantas vezes eu caí
E não consegui sair dali...
Oh que ilusão!
Que paira na razão
Vivendo em mim próprio
Sinto-me tão improprio
Oh que difícil vida!
De alma tão perdida
Tantas vezes me enganei
E em tantos erros tropecei
Oh que confusão!
Que arrasa o coração
Muitas vezes não escutei
E o lado certo deixei
Oh que perdição!
Que baila em meu coração
Como um confuso navegante
Por um caminho errante
Perdido em alto mar
Não sabe aonde vai desaguar
Pedro Gomes
Mundo fantástico
Mundo fantástico
Tu és o plástico
Oh! tão fantástico
A bela marioneta
Que faz de pateta...
Segues essa tua moda
Queres a bugiganga toda
Pra não ficares para trás
E afinal o que é tu dás?
Vives nessa ambição
Não ouves o coração
Viver nesse mundo material
Não sabes o que é essencial
Como um palhaço no palco
Com a cara cheia de "talco"
Escondes o verdadeiro sentimento
Que morre num doloroso desalento
Sorris muito por fora
Por dentro a tristeza te devora
Vives nessa amargura
Bem sabes há muito perdura
Basta ouvires o teu coração
Ouvires a tua oração
Segue os teus instintos!
São tão distintos!
Se continuares nesse plástico
Que afinal não é tão fantástico
Por completo deixarás de existir
Até a chama da vida se extinguir
Pedro Gomes
Perdição
Perdição
Musica pelo ar
Já se ouvem vozes a cantar
Vem ai o grande espetáculo
Que arrasa como um tentáculo
A multidão em massa
Em seu redor tudo amassa
A estrela querem ver
Na ânsia de fazer o ego crescer
Em poucas horas tudo terminam
E a grande loucura germinam
Entre álcool e droga
Neste mar tudo se afoga
As horas que se antecedem
Poucos são os que não cedem
Em miseráveis tombos
Caem no chão a espera dos pombos
Como fardos arrematados
Por aquele mar ali são lançados
Pelo chão corpos vazios
Em sentimentos frios
Naquela grande individualidade
Ficam longe da verdade
E mergulham na ilusão
Que gela o coração
Pedro Gomes
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