Já lá vão mais de 100 postagens...

Neste inicio de ano já passei mais de 100 postagens, o blog teve mais de 7000 visitantes. Motivos para celebrar!

domingo, 19 de novembro de 2017

Apenas viver



Ontem fui alguém
Hoje sou ninguém
Amanha serei a recordação
Ou apenas um na multidão

Não tenho uma definição
Vou vivendo pelo coração
Não sei quando terminará
Por isso vou viver ate lá
Não sei se serei um ate já
Ou longa despedida 
Não sei quando acabará
Esta minha bela vida

Serei o que viver
Nunca vou ser o que perder
Não sei caminho ou direcção
Sei que devo ouvir o coração
O meu guia neste labirinto
Que todos os dia finto

Não sei quantas chances vou ter
Não sei o que ainda tenho para viver
Não há roteiro para a vida
Mas não a quero dar por perdida

Até ao ultimo suspiro viver
Na ultima recordação vou viver
A eternidade cabe no profundo sentimento
O corpo esse fica no ultimo alento

Por isso quero é viver
Quero sentir até poder
Quero ficar gravado num grande amor
Só isso pode curar qualquer dor

Pedro Gomes

Instantes em momentos



A vida é tão fugaz
Que num momento se desfaz
Um rápido momento
Que paira num alento

Nesta redundância do viver
Vivemos a vida a sofrer
Por algo que ainda não vivemos
E de repente morremos....
E de repente é tudo um instante
Uma fugaz oportunidade
Neste mundo tão hesitante

Num momento paz
No outro o corpo jaz
Num momento felicidade
Num outro infelicidade

Uma casualidade constante
Mero sopro num instante
Nesta roleta da vida
Quantas finitas oportunidades?
Em que parte foi esquecida?
Em dias inconstantes

A vida é sorte ou azar?
É uma questão de instantes?
Ou apenas estamos a jogar
Num jogo de deuses distantes

domingo, 30 de julho de 2017

Salva-me




Nos começamos tão bem
Nunca amei assim alguém
Cobri me com todo o teu amor
Fiz de ti o meu esplendor

Éramos o par perfeito
Agora um sonho desfeito
Tantas lágrimas que caíram
Em palavras que me traíram

Todo esse amor  vao
Que iludiu o meu coração
Como é possível enfrentar
Toda esta vida sem te amar

Salva me tira me do fundo
Sem ti sou nada neste mundo
Todo este amor não foi só ilusão
Anda vem agarrar na minha mão

Tantas noites em recordação
Daqueles nosso momentos de paixão
Uma alma penada perdida
Não te consigo deixar esquecida

domingo, 2 de abril de 2017

Vem....




E se eu quisesse terminar
Deixar este caminho e saltar
O que tu realmente farias?
Simplesmente olharias.....

E se eu desaparecesse
E aquela luz nunca mais acendesse?
Anda vem me enterrar
Vem me finalmente matar

Simplesmente se fosse o fim
Nada mais restasse de mim?
Ficarias com um resto de nada
De uma alma penada

E se já não houvesse chance
Sem uma esperança que o alcance
Acabarias comigo de uma vez
Com um requinte de malvadez

De uma vez vem me esquecer
Finalmente já está a escurecer
A minha alma já e tua
Meramente realidade crua





Estranho sentimento





Deve ser amor na cabeça
Mas antes que me esqueça
Digo que cruzas te o coração
Com o teu fogo da paixão

Vives dentro de mim
Não quero que tenha fim
Sempre no meu pensamento
Que me faz vibrar este sentimento

Porque o amor é assim
Pelo menos para mim
Sem lógica ou razão
Apenas sopra no coração

Porque deve ser amor
Simplesmente amor
Rendido a ti eu estou
E para mim o mundo mudou

Vives na minha cabeça
Fazes que endoideça
Fazes me sentir de novo


Devaneios ao luar



Mais uma noite em claro
Buscando esse sentimento raro
Mais um suspiro ao luar
Em busca de um lugar

Um frio que percorre a espinha
A alma que um dia foi minha
Paira na fria escuridão
Perdida em rastos de desilusão

Pelo manto escuro sou apagado
Como um barco naufragado
Sem rumo apenas com uma direção
A profundidade da imensa solidão

Esqueço quem eu sou
Ou para onde vou
Já há muito me perdi
De onde vim me esqueci

Em versos mudos de sentimentos
Escrevo os meus desalentos
Um ser em busca da felicidade
Nesta cruel realidade


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Na floresta



Cheiro a terra molhada
Na primeira chuvada
A terra salta de vida
Depois de ardida

O verão eloquente
De tempo tão quente
Aquela mata verdejante
Num mar flamejante
Agora recebe a dádiva
Há muito que estava avida

Em breve de novo o verde
Na natureza nada se perde
Ao seu ritmo se rescontroi
A seu tempo nada doi

O cheiro a pinheiro
Que vai com a chuva
Vale mais que dinheiro
Clareia esta vida turva

Sinto a vida neste lugar
Em cada árvore a pulsar
Em cada rebento a nascer
Sinto a esperança a crescer

Porque no meio do nada
Vê-se a natureza imaculada
Longe do do duro betão
Ouve-se o seu nobre coração

Esta bênção que caí
Que apaga o cinzento
Nas suas águas vai
E em breve o novo alento