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Neste inicio de ano já passei mais de 100 postagens, o blog teve mais de 7000 visitantes. Motivos para celebrar!

domingo, 2 de abril de 2017

Vem....




E se eu quisesse terminar
Deixar este caminho e saltar
O que tu realmente farias?
Simplesmente olharias.....

E se eu desaparecesse
E aquela luz nunca mais acendesse?
Anda vem me enterrar
Vem me finalmente matar

Simplesmente se fosse o fim
Nada mais restasse de mim?
Ficarias com um resto de nada
De uma alma penada

E se já não houvesse chance
Sem uma esperança que o alcance
Acabarias comigo de uma vez
Com um requinte de malvadez

De uma vez vem me esquecer
Finalmente já está a escurecer
A minha alma já e tua
Meramente realidade crua





Estranho sentimento





Deve ser amor na cabeça
Mas antes que me esqueça
Digo que cruzas te o coração
Com o teu fogo da paixão

Vives dentro de mim
Não quero que tenha fim
Sempre no meu pensamento
Que me faz vibrar este sentimento

Porque o amor é assim
Pelo menos para mim
Sem lógica ou razão
Apenas sopra no coração

Porque deve ser amor
Simplesmente amor
Rendido a ti eu estou
E para mim o mundo mudou

Vives na minha cabeça
Fazes que endoideça
Fazes me sentir de novo


Devaneios ao luar



Mais uma noite em claro
Buscando esse sentimento raro
Mais um suspiro ao luar
Em busca de um lugar

Um frio que percorre a espinha
A alma que um dia foi minha
Paira na fria escuridão
Perdida em rastos de desilusão

Pelo manto escuro sou apagado
Como um barco naufragado
Sem rumo apenas com uma direção
A profundidade da imensa solidão

Esqueço quem eu sou
Ou para onde vou
Já há muito me perdi
De onde vim me esqueci

Em versos mudos de sentimentos
Escrevo os meus desalentos
Um ser em busca da felicidade
Nesta cruel realidade


quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Na floresta



Cheiro a terra molhada
Na primeira chuvada
A terra salta de vida
Depois de ardida

O verão eloquente
De tempo tão quente
Aquela mata verdejante
Num mar flamejante
Agora recebe a dádiva
Há muito que estava avida

Em breve de novo o verde
Na natureza nada se perde
Ao seu ritmo se rescontroi
A seu tempo nada doi

O cheiro a pinheiro
Que vai com a chuva
Vale mais que dinheiro
Clareia esta vida turva

Sinto a vida neste lugar
Em cada árvore a pulsar
Em cada rebento a nascer
Sinto a esperança a crescer

Porque no meio do nada
Vê-se a natureza imaculada
Longe do do duro betão
Ouve-se o seu nobre coração

Esta bênção que caí
Que apaga o cinzento
Nas suas águas vai
E em breve o novo alento






Chuva que caí



La fora a chuva caí
Cá dentro tudo saí
Em lágrimas de tristeza
Em gotas de incerteza

Aquela chuva dissolvente
Que bate na janela dormente
Que molha o chão 
Que toca o coração

Lágrimas de desalento
Num tempo lento
O cinzento outono
Que deixou ao abandono


De rompante o intenso vento
Vem forte e barulhento
Veio destabilizar
Aquilo que está a desambar


A janela quebrada
Numa divisão isolada
Tudo num quadro rasgado
Que era um coração pintado




sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Beija que melhora

Beija que melhora


Espero esse beijo para acalmar
Para as feridas cicatrizar
Com o carinho tudo melhora
E o belo coração desflora

Aguardo o teu beijo
Tenho em ti o meu desejo
Sentir a tua pele na minha
Fazer de ti a minha rainha


Espero por ti para amar
Quero te eternamente abraçar
Curar-te de todo o mal
Quero ser o "tal"
Quero fazer-te esquecer 
E de novo reaprendera a viver

Quero ser livre contigo
Sair de todo este perigo
Quero sentir o sentimento
E levar-te até ao firmamento


terça-feira, 6 de setembro de 2016

Uma historia de amor





Há tanto tempo te deixei 
Segui o caminho e não olhei
Perdido na saudade
Sem saber onde pousar
Como uma fatalidade
Não te soube segurar

Quanto tempo passou
Ainda assim nada mudou
O nosso amor arrefeceu
Mas a historia não se esqueceu
Tanta coisa ficou por escrever
Numa historia de enternecer

Quantas chances perdidas
Em nossas almas arrependidas
Nesse caminho que errei
Não soube ultrapassar o labirinto
Hoje sou aquilo que semeei
Neste ego tão finito

Quanta coisa ficou por disser
Tanta coisa por esclarecer
Um amor inacabado
Num bonito passado
Um romance que era para ser
Ao invés de esmorecer

Pedro Gomes